quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sequência de Corpus Christi - Adoro Te Devote (Ano de 1264)

 
 
Mais do que a Encarnação ou a morte na Cruz, o amor de Deus para com os homens manifestado na Eucaristia ultrapassa nossa capacidade de compreensão. 
 
Sempre que escuto este hino, penso na genialidade e devoção que São Tomas de Aquino tinha pela Eucaristia. Após 750 anos, não conheço outro hino que demonstra tanto amor pela Eucaristia do que este que vamos ler.
Corria o ano de 1264. O Papa Urbano IV mandara convocar uma seleta assembleia que reunia os mais famosos mestres de Teologia daquele tempo. Entre eles encontravam-se dois varões conhecidos não só pelo brilho da inteligência e pureza da doutrina, mas, sobretudo, pela heroicidade de suas virtudes: São Tomás de Aquino e São Boaventura.
A razão da convocatória relacionava- se com uma recente bula Pontifícia instituindo uma festa anual em honra do Santíssimo Corpo de Cristo. Para o máximo esplendor desta comemoração, desejava Urbano IV que fosse composto um Ofício, bem como o próprio da Missa a ser cantada naquela solenidade. Assim, solicitou de cada um daqueles doutos personagens uma composição a ser-lhe apresentada dentro de alguns dias, a fim de ser escolhida a melhor.
Célebre tornou-se o episódio ocorrido durante a sessão. O primeiro a expor foi Frei Tomás. Serena e calmamente, desenrolou um pergaminho e os circunstantes ouviram a declamação pausada da Sequência por ele composta:
 
Eu te adoro com afeto, Deus oculto,
que te escondes nestas aparências.
A ti sujeita-se o meu coração por inteiro
e desfalece ao te contemplar.
 
A vista, o tato e o gosto não te alcançam,
mas só com o ouvir-te firmemente creio.
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus,
nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade.
 
Na cruz estava oculta somente a tua divindade,
mas aqui se esconde também a humanidade.
Eu, porém, crendo e confessando ambas,
peço-te o que pediu o ladrão arrependido.
 
Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas,
mas confesso, Senhor, que és o meu Deus;
faz-me crer sempre mais em ti,
esperar em ti, amar-te.
 
Ó memorial da morte do Senhor,
pão vivo que dás vida ao homem,
faz que meu pensamento sempre de ti viva,
e que sempre lhe seja doce este saber.
 
Senhor Jesus, terno pelicano,
lava-me a mim, imundo, com teu sangue,
do qual uma só gota já pode salvar
o mundo de todos os pecados.
 
Jesus, a quem agora vejo sob véus,
peço-te que se cumpra o que mais anseio:
que vendo o teu rosto descoberto,
seja eu feliz contemplando a tua glória.
 
Frei Boaventura, rasgou sem vacilações sua composição, e os demais o imitaram, rendendo tributo ao gênio e à piedade do Frei Aquino.
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sexta-feira da Paixão "Improperium"

 
Nesse dia em que não se celebra missa, tem-se a adoração à Santa Cruz. Tradicionalmente, durante a adoração cantam-se os chamados "impropérios". A palavra "improperia" quer dizer repreensões, reprimendas. É Jesus quem exorta os homens pela falta de amor.
 
A parte mais importante é o chamado Trisagion, ou seja, a tripla invocação de Deus: "Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal". Esta antífona é por muitos conhecida, pois faz parte do terço da Divina Misericórdia, de Santa Faustina Kowalska, porém, ela é muito mais antiga. Provavelmente remonta à antiguidade da Igreja, quiçá, à Era Apostólica.
 
 
 
O Trisagion, interessante frisar, está ligado à Paixão de Cristo desde o início. Existe uma tradição da Igreja Copta (da Etiópia), que afirma ter sido este hino composto por Nicodemos, o qual juntamente como José de Arimateia, enterrou o Senhor (conf. Jo 19,39) e, assim, nesse momento, olhando para o corpo de Jesus Cristo, ele teria dito "Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tende piedade de nós".
 
Esta tripla invocação é a resposta do povo aos impropérios, mas o que eles são? Os "improperium" estão presentes na liturgia desde o nono século e consistem no mistério do povo judeu que rejeitou o Cristo. A Igreja, com isso, não está condenando o povo judeu, pelo contrário, ela diz que a humanidade toda rejeitou Jesus. E, então, Ele pergunta: "Popule meus, quid feci tibi? Responde mihi." (Povo meu, que te fiz Eu, em que te contristei? Responda-me). É o Cristo que reclama. "Eu te dei o amor e recebi de volta o desamor", este é o mistério que se celebra na Sexta-feira Santa.
 
Da mesma forma que os impropérios são uma anamnese do caminho percorrido pelo povo eleito, toda a humanidade é convidada a fazer também a anamnese da própria vida, ou seja, a fazer a recordação da própria existência, vendo o quanto Deus cuidou de cada um desde a mais tenra idade.
 
O conteúdo dos "impropérios" leva à reflexão. Propicia o vislumbre da própria ingratidão para com Deus. Se o católico tem como centro da vida a ação de graças. A Sexta-feira Santa é o dia em que não se celebra a Eucaristia - ação de graças, por excelência - porque é o dia da ingratidão. Deus mostra de maneira inequívoca, pelas reprimendas, como a humanidade é ingrata. E, o que se pode responder diante disso? Pode-se confessar a fé, pode-se reconhecer que Deus é Santo, Deus é Forte, Deus é Imortal, enquanto cada um nada mais é do que pecador, fraco e mortal.

Quinta-feira Santa "Ubi caritas"


Preparação para Páscoa "Victimae Paschali Laudes"

Hoje inicia o Tríduo Pascal, mas antes de comentar sobre o Tríduo vamos fazer uma reflexão para preparação para à Páscoa.

Padre Paulo Ricardo faz uma reflexão profunda sobre o Mistério Pascal, sobre a postura que cada um deve adotar perante esse momento que o próprio Deus reservou para a nossa conversão. Assista, coloque em prática e compartilhe com seus amigos.


E não deixe de ouvir a belíssima sequência, Victimae Paschali Laudes(À Vítima Pascal) 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Oremus pro Pontifice nostro Francisco

Oremus pro Pontifice nostro Francisco.
(Oremos pelo nosso Pontífice Francisco)

℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.
(O Senhor o conserve, e o vivifique, e o faça feliz na terra, e não o abandone à perversidade dos seus inimigos)
 
Foto: Oremus pro Pontifice nostro Francisco.
(Oremos pelo nosso Pontífice Francisco)

 ℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.
(O Senhor o conserve, e o vivifique, e o faça feliz na terra, e não o abandone à perversidade dos seus inimigos)